Nunca mais vou ficar à rasca porque se acabou o papel higiénico.
A partir de Setembro, cagar é cool, cagar é fashion. Com lançamento de um jornal gratuito com "notícias do social", esse acto até hoje tão privado passa para o domínio do social, do chique, da pura classe. Esqueçam o papel negro da Renova, agora o Zé e a Maria, até a cagar vão poder admirar os VIPs, e eu vou poder finalmente cumprir o sonho de limpar-me às "estrelas".
quinta-feira, agosto 17, 2006
segunda-feira, agosto 14, 2006
Milagre da multiplicação não é com pão...
O Jesus era um gajo com visão. Tanta visão que conseguiu por um cego a ver!
Na catequese falaram-me do milagre da multiplicação do pão. Basicamente, pega-se num pão, parte-se em vários bocados e partilha-se com as pessoas. Moral da história: partilhar com a malta é fixe! Mas já nessa altura a palavra multiplicar não me parecia muito bem escolhida; é mais um milagre da divisão! Mesmo numa padaria, não dá pra multiplicar, só dividir!
Ora, há 2000 anos atrás, o Jesus já devia estar a falar de informática! De facto, só na cópia electrónica de ficheiros se consegue multiplicar com exactidão. Nem na clonagem se consegue multiplicar conseguindo 2 produtos iguais, no verdadeiro significado da palavra. Nada na natureza pode ser exactamente multiplicado.
O "copy-paste" é o expoente máximo da multiplicação e resume a sociedade de hoje.
Eis o bit! O Santo Gral é o bit, o Espirito Santo é o byte, o Filho o KiloByte e o Pai o MegaByte!
Posto isto, que mal pode ter partilhar umas musiquitas e uns filmes e uns jogos e programas na internet? É a palavra do senhor!
Em nome do Mega, Kilo e do bit, Amén!
Na catequese falaram-me do milagre da multiplicação do pão. Basicamente, pega-se num pão, parte-se em vários bocados e partilha-se com as pessoas. Moral da história: partilhar com a malta é fixe! Mas já nessa altura a palavra multiplicar não me parecia muito bem escolhida; é mais um milagre da divisão! Mesmo numa padaria, não dá pra multiplicar, só dividir!
Ora, há 2000 anos atrás, o Jesus já devia estar a falar de informática! De facto, só na cópia electrónica de ficheiros se consegue multiplicar com exactidão. Nem na clonagem se consegue multiplicar conseguindo 2 produtos iguais, no verdadeiro significado da palavra. Nada na natureza pode ser exactamente multiplicado.
O "copy-paste" é o expoente máximo da multiplicação e resume a sociedade de hoje.
Eis o bit! O Santo Gral é o bit, o Espirito Santo é o byte, o Filho o KiloByte e o Pai o MegaByte!
Posto isto, que mal pode ter partilhar umas musiquitas e uns filmes e uns jogos e programas na internet? É a palavra do senhor!
Em nome do Mega, Kilo e do bit, Amén!
domingo, agosto 13, 2006
Silly Season - Episódio Piloto
Estamos a pouco minutos do final do confronto, e nenhuma das equipas parece disposta a perder o encontro ou aceitar o empate. A equipa israelita decidiu colocar toda a carne no assador, e lança toda a sua artilharia pesada em campo: Tanque Goldberg e Bombardeiro Stein. A equipa libanesa, sentindo-se acossada no seu meio-campo, respondeu com a substituição de Raptador Mohammed e Ahmed Bombista, por Hassam Katuysha e Abdullah Rebenta. Este último, no primeiro lance com a bola, protagonizou um bonita jogada de entendimento com Ali "Dinamite", fintando 2 jogadores israelitas com uma bela revienga mas o remate saiu fraco e sem direcção. A equipa libanesa tenta agora alguma jogadas de entendimento, mas as suas intenções são facilmente abatidas pela equipa israelita.
Após uma entrada cobarde às pernas de um jogador israelita, e perante a passividade do árbitro da partida e seus assistentes, Isham Yehoshua decidiu aplicar uma cabeçada violenta na face do agressor, Tarek Abum. Este encontra-se agora a agonizar no relvado, agarrado ao tornozelo. Todos os jogadores estão agora envolvidos num enorme sururu, e prevê-se que o jogo só termine quando não restar um único jogador de pé, tendo a partida que ser concluída um futuro próximo, com o jogo a ser reatado, certamente, com o lançamento de bomba ao ar.
Após uma entrada cobarde às pernas de um jogador israelita, e perante a passividade do árbitro da partida e seus assistentes, Isham Yehoshua decidiu aplicar uma cabeçada violenta na face do agressor, Tarek Abum. Este encontra-se agora a agonizar no relvado, agarrado ao tornozelo. Todos os jogadores estão agora envolvidos num enorme sururu, e prevê-se que o jogo só termine quando não restar um único jogador de pé, tendo a partida que ser concluída um futuro próximo, com o jogo a ser reatado, certamente, com o lançamento de bomba ao ar.
quinta-feira, agosto 10, 2006
O mês das férias
Bem vindos a Agosto, o mês das férias por excelência. Isto é, por excelência apenas como expressão do dizer porque convenhamos, não há excelência nenhuma em tirar férias em Agosto.
Ir para fora tem incremento de combustivel, suplemento de época alta, suplemento de classe, suplemento porque a fímbria da colcha da cama do quarto é bordada.
Ficar em Portugal é levar com o estalo da icterícia provocada pela afluência de matrículas amarelas, os filhos que regressam durante uns dias para se queixarem do preço do bacalhau e utilizar expressões em francês tal como o estudante usa o traje universitário: só para show-off.
E depois as festas populares que duram até às tantas em dias da semana porque é de conhecimento comum que está TUDO de férias (devem andar a ver o telejornal da TVi)... e não resisto a falar de novo daquelas fabulosas colunas de som nos postes de electricidade a emitir publicidade de lojas locais e música a pedido: é um dos meus ódios de estimação.
As praias à pinha são também um ex libris de Agosto: só cabe quem tem as unhas do pés bem cortadas (expressão usada por uma avó em stress numa casa de banho muito pequena e que achei por bem usar aqui).
Por mim acho que vou fazer férias é em Outubro, sempre gostei do Outono e das folhas a cair e dos putos sossegados nas escolas...
Ir para fora tem incremento de combustivel, suplemento de época alta, suplemento de classe, suplemento porque a fímbria da colcha da cama do quarto é bordada.
Ficar em Portugal é levar com o estalo da icterícia provocada pela afluência de matrículas amarelas, os filhos que regressam durante uns dias para se queixarem do preço do bacalhau e utilizar expressões em francês tal como o estudante usa o traje universitário: só para show-off.
E depois as festas populares que duram até às tantas em dias da semana porque é de conhecimento comum que está TUDO de férias (devem andar a ver o telejornal da TVi)... e não resisto a falar de novo daquelas fabulosas colunas de som nos postes de electricidade a emitir publicidade de lojas locais e música a pedido: é um dos meus ódios de estimação.
As praias à pinha são também um ex libris de Agosto: só cabe quem tem as unhas do pés bem cortadas (expressão usada por uma avó em stress numa casa de banho muito pequena e que achei por bem usar aqui).
Por mim acho que vou fazer férias é em Outubro, sempre gostei do Outono e das folhas a cair e dos putos sossegados nas escolas...

terça-feira, agosto 01, 2006
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